LUTO! Radialista e Jornalista Antonio Ezequiel de Lima Morre aos 71 Anos Vítima de Câncer

No sábado, 17 de setembro, o cenário jornalístico e cultural de Alagoas sofreu uma grande perda com a morte de Antonio Ezequiel Cordeiro de Lima, jornalista, radialista e ator de teatro, aos 71 anos. Ezequiel, como era mais conhecido, lutava contra uma cirrose hepática há alguns anos e, recentemente, também foi diagnosticado com câncer, condição que culminou em seu falecimento. O velório ocorreu no domingo, 18 de setembro, na Central de Velórios Pré-Vida, situada em frente ao Cemitério da Piedade, no bairro Prado. O sepultamento está agendado para as 16 horas no Cemitério São Luiz, localizado no Conjunto Colina dos Eucaliptos, bairro Santa Amélia.

Formado pela Universidade Federal de Alagoas, Ezequiel construiu uma carreira sólida e multifacetada no jornalismo. Trabalhou como locutor e redator na antiga Rádio Palmares (AM 710), além de passar por outras emissoras tradicionais como as rádios Maceió, Difusora, Progresso e Gazeta. No campo do jornalismo escrito, deixou sua marca na Tribuna de Alagoas. Além dessas atividades, prestou serviços de assessoria para órgãos públicos, incluindo a Secretaria de Estado da Comunicação e o Sindicato dos Bancários.

Ezequiel também era lembrado por sua ativa participação no movimento estudantil, especialmente na luta contra a ditadura militar no Brasil. Essa militância lhe rendeu admiração de colegas e contemporâneos, como destacou Flávio Peixoto, diretor administrativo e financeiro da Jorgraf e ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal). “Perdemos um grande radialista e jornalista. Uma pessoa solidária e um companheiro de verdade. Ezequiel deixa seu exemplo de integridade e profissionalismo. É um momento muito triste e quero manifestar meus sentimentos aos familiares”, declarou Peixoto.

A jornalista Olívia de Cássia ressaltou a versatilidade de Ezequiel ao longo de sua carreira. Eles foram colegas na universidade e, segundo Olívia, ele se destacou não apenas como radialista e jornalista, mas também como diagramador e repórter, além de ser um talentoso desenhista.

Alexandre Lino, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, destacou os pilares que nortearam a vida de Ezequiel: jornalismo, cultura e esquerda. “Perde o jornalismo. Perde a cultura. Perde a esquerda alagoana. Antonio Ezequiel tinha esses três compromissos como pilares em sua vida. Sempre gentil e atencioso, muitas vezes me orientou quando eu ainda dava os primeiros passos na profissão”, afirmou Lino, ressaltando também a presença constante de Ezequiel nas atividades sindicais e sua disposição em incentivar colegas mais jovens.

Entre suas realizações, Ezequiel é lembrado por uma relevante pesquisa na década de 1980 sobre a poluição das lagoas Mundaú e Manguaba, que já naquela época indicava problemas ambientais que se manifestariam mais gravemente no futuro, especialmente em relação à Braskem, anteriormente conhecida como Salgema.

Chico, amigo de longa data, compartilhou lembranças emocionadas de Ezequiel, destacando sua dedicação à arte, cultura e comunicação. “Ezequiel fez um trabalho extraordinário sobre o complexo estuarino Mundaú-Manguaba… deixou uma obra voltada para aquilo que ele mais gostava, que era a arte, a cultura e a comunicação. Saudades eternas, querido amigo Ezequiel,” concluiu Chico.

A morte de Antonio Ezequiel Cordeiro de Lima deixa um vazio imenso na comunidade jornalística e cultural de Alagoas, mas seu legado de profissionalismo e paixão pelas causas que abraçou será eternamente lembrado.

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