Motta afirmou: “Ainda em dezembro, em nome da Câmara dos Deputados, concedi a Jungmann uma moção de louvor. Foi um reconhecimento da sua trajetória pública, de serviço prestado ao país”. O presidente da Câmara aproveitou a oportunidade para refletir sobre as lições deixadas por Jungmann, enfatizando a importância do diálogo, da construção de pontes e do respeito institucional em tempos de polarização política. “Meus sentimentos aos familiares e amigos. Que Deus os conforte neste difícil momento”, completou Motta.
Raul Jungmann, natural de Recife (PE), ficou conhecido por sua passagem como chefe das pastas da Defesa e da Segurança no governo de Michel Temer. Anteriormente, ocupou cargos no Ministério do Desenvolvimento Agrário e na Política Fundiária, durante a presidência de Fernando Henrique Cardoso. Com uma carreira política marcada por três mandatos como deputado federal e uma experiência na Câmara Municipal do Recife, Jungmann se destacou por sua dedicação e compromisso com a função pública. Desde 2022, estava à frente do Instituto Brasileiro de Mineração.
O ex-ministro estava internado no hospital DF Star, em Brasília, enquanto lutava contra um câncer. A notícia de sua morte gerou profundas manifestações de lamento entre colegas e autoridades. O ex-presidente Michel Temer destacou que Jungmann era um “brasileiro que soube servir ao país”, enaltecendo sua vasta contribuição em diferentes áreas durante sua trajetória.
Outros políticos, como o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arlindo Chinaglia, também se manifestaram. Chinaglia o descreveu como uma pessoa “atuante”, com “capacidade e dedicação específicas na área de segurança”. O senador Renan Calheiros expressou seu pesar, descrevendo Jungmann como um dos maiores pensadores e formuladores da nação, destacando a amizade e a colaboração que tiveram em diversas lutas.
A morte de Raul Jungmann deixa um vazio significativo no cenário político brasileiro, onde sua capacidade de diálogo e construção de consenso serão lembradas com carinho e respeito.
