Lula Veta Reajuste para Servidores do Congresso e TCU, Mantendo Teto Salarial em Debate sobre Supersalários

Na última terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu vetar parcialmente um projeto que previa reajustes salariais significativos para servidores da Câmara dos Deputados, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão foi anunciada pelo Palácio do Planalto e as razões para os vetos serão detalhadas no Diário Oficial da União a ser publicado na quarta-feira, 18 de fevereiro.

Entre os principais aspectos vetados estão dispositivos que implementariam uma nova licença compensatória, permitindo aos servidores acumular folgas a cada três dias trabalhados. Essa licença, que poderia ser convertida em pagamento em dinheiro, sem a incidência de Imposto de Renda, levantou preocupações, uma vez que poderia ultrapassar o teto constitucional, atualmente fixado em aproximadamente R$ 46.366,19.

Outro ponto criticado pelo presidente foi a proposta de escalonamento dos reajustes salariais para os anos de 2027, 2028 e 2029. Lula fundamentou seu veto invocando a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede a criação de despesas obrigatórias em períodos próximos ao fim de um mandato se essas não puderem ser integralmente cumpridas dentro do mesmo.

Apesar dos vetos, o presidente Lula autorizou que o aumento salarial para 2026 fosse mantido, assim como algumas questões relacionadas à estrutura de gratificações e reconhecimento de carreiras dentro do Legislativo. A proposta que estava sendo analisada previa a extinção da gratificação de representação, substituindo-a por uma nova, que se abarcará entre 40% e 100% dos salários básicos e que não fuja do limite do teto constitucional.

Adicionalmente, foi decidido o aumento do número de cargos no TCU, a elevação dos níveis de funções de confiança e a exigência de formação de nível superior para todos os postos. Essa situação traz à tona um debate mais amplo a respeito da remuneração do setor público e a necessidade de manter a responsabilidade fiscal, especialmente em momentos de contenção de custos e reestruturação econômica. A expectativa agora se volta para a reação dos diversos setores do funcionalismo e as implicações que essas medidas poderão ter na gestão pública brasileira.

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