Lula enfatizou a disposição do Brasil em colaborar em ações destinadas ao enfrentamento do crime organizado, ressaltando, no entanto, a necessidade de reciprocidade. O presidente brasileiro deixou claro que a entrega de indivíduos investigados deve ser mútua, ou seja, o Brasil também precisa ter acesso àqueles procurados pela Justiça americana. Segundo Lula, essa troca de informações é crucial para a eficácia no combate a crimes transnacionais que afetam a segurança pública de ambos os países.
Durante a entrevista, o presidente brasileiro também solicitou informações detalhadas sobre os foragidos, incluindo seus nomes e endereços. Esses dados são fundamentais para que as autoridades brasileiras possam agir rapidamente na responsabilização dos envolvidos em atividades criminosas. A transparência e a cooperação internacional são pilares que Lula defendeu como essenciais na luta contra o crime.
Além desse pedido, Lula mencionou a situação do Grupo Refit, anteriormente conhecido como Refinaria de Manguinhos, que foi interditada em setembro de 2025. A medida foi resultado de investigações realizadas pela Receita Federal e pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), que apontaram possíveis fraudes no funcionamento da refinaria. Nesse contexto, o presidente expressou sua expectativa de que os responsáveis por tais práticas ilícitas sejam devidamente punidos. Ele reafirmou a determinação do governo em intensificar as ações de combate a esse tipo de crime, alinhando-se a uma agenda de ações mais rigorosas contra a ilegalidade.
Dessa forma, Lula se posiciona não apenas como um defensor da justiça dentro do Brasil, mas também como um líder disposto a colaborar internacionalmente para a erradicação do crime organizado, ressaltando a importância da cooperação bilateral nessa luta.





