“Não vou comentar, é um caso de polícia, não é meu, não sou policial, não sou procurador-geral. O caso dele é de polícia”, afirmou o presidente, sugerindo que qualquer investigação referente ao assunto deveria ser conduzida por profissionais da segurança pública. Ele ainda recomendou que os jornalistas procurassem um delegado para obter mais informações sobre como seriam tratados os desdobramentos da situação, reforçando sua posição de distanciamento do caso.
Lula também aproveitou a oportunidade para ressaltar que sua prioridade é o povo brasileiro e a gestão da Petrobras. O chefe do Executivo não hesitou em conectar o tema à ideia de que, em questões polêmicas, “a verdade tarda, mas não falha”. Essa frase, destacada em seu discurso, foi repetida durante a visita, onde o presidente avaliou projetos do programa Minha Casa Minha Vida.
A repercussão do comentário de Lula foi imediata, especialmente nas redes sociais. O Partido dos Trabalhadores (PT) rapidamente postou sobre a fala do presidente em seu perfil no Instagram, fazendo um paralelo entre as palavras de Lula e as denúncias que envolvem Flávio Bolsonaro, apresentando o caso como um escândalo que merece atenção. O partido publicou o registro do áudio que circulou entre Flávio e Vorcaro e lançou uma força-tarefa digital para ampliar a repercussão da história nas plataformas de comunicação, vislumbrando uma oportunidade estratégica de conectar o adversário político de Lula a essa polêmica.
Tais movimentações indicam que o PT está atento ao potencial impacto desse episódio na corrida eleitoral e busca capitalizar sobre os desdobramentos em torno dos Bolsonaro, intensificando a polarização em torno das figuras públicas envolvidas.
