A reunião acontece um dia após o presidente emplacar uma declaração do Mercosul que pede uma solução pacífica para a crise na região. Segundo auxiliares do governo, além da crise geopolítica, Lula deve tratar de outros assuntos relacionados à pasta da Defesa durante o encontro.
Na terça-feira, em resposta à escalada da crise e ao anúncio de medidas pelo regime de Nicolás Maduro, o Exército brasileiro enviou 20 blindados a Pacaraima, em Roraima, região da fronteira com a Venezuela e próxima à divisa com a Guiana.
Maduro tem reiterado seu desejo de recuperar o Essequibo, uma região em disputa que representa mais de 70% do território vizinho. Especialistas consultados pelo GLOBO apontaram que, embora seja possível invadi-lo por terra, não parece provável no contexto atual.
No mesmo dia, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil manifestou apoio a uma “solução pacífica” para a disputa da região de Essequibo entre os dois países. No entanto, os americanos também participaram de um exercício militar com as forças de Georgetown, em um movimento interpretado no meio diplomático como um aviso ao regime de Nicolás Maduro.
A reunião entre o presidente Lula e o ministro da Defesa acontece em um momento delicado para a região, com ações e declarações que alimentam o clima de tensão entre os países envolvidos. A expectativa é que o encontro resulte em estratégias para lidar com a situação e evitar um agravamento do cenário geopolítico na América do Sul.
