Durante o evento, Lula enfatizou a importância dessa mudança como uma estratégia eficaz no combate à desigualdade social. Ele argumentou que o aumento do poder de compra dos mais pobres beneficiará não apenas os consumidores, mas também os empreendedores. “O rico não fica mais pobre. Se o pobre consome mais, o rico vai vender mais carne, roupa, e carros. Isso é crucial para a economia”, afirmou.
Além da isenção para quem ganha até R$ 5 mil, a nova legislação prevê uma faixa de descontos para trabalhadores que recebem entre R$ 5.000 e R$ 7.350. De modo a equilibrar a possível perda na arrecadação, foi implementada uma alíquota extra de até 10% para aqueles que possuem rendimentos superiores a R$ 50 mil por mês, impactando cerca de 140 mil contribuintes.
Outra pauta abordada pelo presidente durante o evento foi a modernização da jornada de trabalho, defendendo a necessidade de ajustes que reflitam as demandas do século XXI. “A gente não pode continuar com a mesma jornada de trabalho de 1943”, declarou, sugerindo que tais transformações são essenciais para que a sociedade avance.
Embora a maioria das atenções tenha se concentrado na nova isenção, vale mencionar que a proposta não inclui a tão esperada correção da tabela do Imposto de Renda, que desde 2015 está defasada em 154,67%. Essa falta de atualização pode trazer consequências significativas a longo prazo, prejudicando pessoas que se encontram em faixas de rendimentos médias e altas.
A ausência dos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, gerou certa frustração no governo. Entretanto, a ministra Gleisi Hoffmann expressou gratidão pelo apoio que recebia das lideranças parlamentares, reafirmando a importância da aprovação dessa legislação. A sanção da lei representa um passo importante na agenda econômica do governo, com implicações que vão além da mera otimização tributária.
