Lula S encaminha acordo Mercosul-União Europeia ao Congresso; texto pode aumentar PIB e atrair investimentos significativos para o Brasil.

Na tarde de segunda-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional o texto do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, uma iniciativa que promete impactar significativamente a economia brasileira. Assinado em 17 de janeiro no Paraguai, o acordo precisa ser discutido e aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes de sua implementação no Brasil.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, ressaltou a relevância desse tratado durante a abertura do Ano Legislativo de 2026, afirmando que a Casa deve realizar a análise do documento nas próximas semanas. “Esse acordo representa uma oportunidade histórica de integração para o Brasil no cenário internacional. Nossa função agora é examinar a proposta em sua totalidade”, declarou Motta.

Segundo estimativas oficiais, a implementação do acordo poderá gerar um aumento de 0,34% no PIB do Brasil, o que equivale a aproximadamente R$ 37 bilhões. Além disso, estima-se que os investimentos podem crescer em até 0,76%, somando R$ 13,6 bilhões e promovendo um aumento de 2,65% nas exportações e 2,46% nas importações.

No entanto, a eficácia do tratado depende da ratificação por todos os países membros do Mercosul e pela União Europeia, seguindo seus respectivos processos legislativos. A situação se complica com o encaminhamento do acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia por parte de legisladores do bloco, o que poderá atrasar a sua implementação. O futuro do tratado é incerto, já que a ratificação precisa ocorrer em todos os países envolvidos antes que o acordo entre plenamente em vigor. Até lá, os efeitos do tratado poderão ocorrer em momentos distintos, dependendo da agilidade dos trâmites internos em cada nação.

Assim, a expectativa é elevada em torno da votação e aprovação do acordo, que representa uma nova fase de oportunidades comerciais e amadurecimento das relações internacionais do Brasil. A atenção agora se volta para o Congresso, onde o debate sobre o texto deverá se intensificar nas próximas semanas, trazendo à tona questões sobre os benefícios e eventuais desafios que o acordo poderá enfrentar.

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