A Fiol tem como objetivo conectar a rica produção do interior do país a diversos portos, facilitando o escoamento de mercadorias para o exterior. Este projeto está inserido no contexto do Novo PAC, programa de infraestrutura do governo. Nos últimos anos, a ferrovia tem atraído o interesse de empresas tanto nacionais quanto internacionais, especialmente a China Communications Construction Company (CCCC), que manifestou seu desejo de se envolver nas obras em março de 2025.
Durante a reunião, participaram autoridades de destaque, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa; o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA); além do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e o chefe da Casa Civil do estado, Afonso Florence. A presença de Manuel Antonio, vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Mota-Engil, uma multinacional portuguesa, também foi significativa, já que a CCCC possui uma participação de 32,4% na empresa.
O encontro ganhou destaque nas redes sociais após Jerônimo Rodrigues postar sobre o encontro, enfatizando a intenção de atrair investimentos e gerar empregos para fortalecer o desenvolvimento da Bahia. “Seguimos trabalhando para atrair investimentos, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento da Bahia com diálogo e parceria”, afirmou, ressaltando a importância do diálogo entre os setores público e privado.
O debate sobre a Fiol se torna ainda mais relevante em um momento em que o Brasil reaviva suas relações com os Estados Unidos, contrapondo-se aos interesses chineses. O projeto já absorveu dezenas de bilhões de reais em investimentos ao longo de mais de uma década, mas enfrenta desafios como a suspensão das obras do trecho 1, que liga Caetité a Ilhéus, em 2025, quando 75% da execução já estavam completos. Apesar das dificuldades, o governo brasileiro avança com a publicação de editais para a construção de novos trechos, como a Fiol II, com extensão de 35,75 km, sinalizando a urgência em revitalizar essa importante obra de infraestrutura.
Em resumo, a reunião no Planalto evidencia a mobilização do governo Lula em buscar parcerias estratégicas e investimentos estrangeiros, ao mesmo tempo em que navega por um terreno geopolítico complexo que envolve concorrentes como os Estados Unidos e a China. A Fiol, por sua vez, se apresenta não apenas como uma obra de infraestrutura, mas como um elo vital para o desenvolvimento econômico e logístico do Brasil.






