A atmosfera em Brasília ganhou uma nova dimensão após a cerimônia de posse do novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Durante o evento, Messias foi alvo de aplausos por parte de alguns presentes, gesto que foi interpretado como uma demonstração de apoio em meio à sua recente derrota no Senado. Entretanto, a relação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se mostrou tensa, com analistas observando que Lula evitou contato próximo com o senador na referida solenidade.
Após a negativa do Senado, Jorge Messias se tornou mais reservado e chegou a cogitar a possibilidade de pedir demissão do governo. Contudo, o próprio Lula aconselhou o advogado-geral a manter a calma e a não tomar decisões precipitadas neste intervalo turbulento. Messias entrou de férias no dia 13 e deve retornar ao trabalho no fim deste mês. Durante esse tempo, as discussões em torno de sua permanência na AGU continuam, com muitos acreditando que sua presença poderia causar desconfortos nas relações institucionais com os ministros do STF.
Enquanto a política brasileira se intensifica, a situação de Messias permanece em foco. A estratégia de Lula em insistir na indicação pode ser uma forma de afirmar independência frente ao Legislativo e afirmar sua capacidade de governar sem intermediários. Assim, a dinâmica de poder entre o Executivo e o Senado torna-se cada vez mais evidenciada, refletindo os desafios enfrentados pelo governo ao tentar consolidar suas escolhas mais efetivas na Suprema Corte.
