Lula reprova intenção de Trump em anexar Groenlândia durante conversa com primeira-ministra da Dinamarca e reafirma apoio do Brasil à autonomia da ilha.

Na manhã desta sexta-feira, 11 de abril de 2025, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, realizaram uma importante conversa por videoconferência que abordou temas de relevância global, incluindo a controvérsia em torno da Groenlândia. Durante o diálogo, que se estendeu por cerca de 40 minutos, Lula manifestou seu apoio e solidariedade ao povo dinamarquês em relação às intenções do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que há algum tempo fez declarações sobre a possível anexação da Groenlândia pelos EUA.

O presidente brasileiro também utilizou a oportunidade para destacar a vitalidade do multilateralismo, especialmente na área do comércio internacional. Lula e Frederiksen concordaram em explorar a importância da colaboração entre seus países e destacaram a necessidade de trabalhar em conjunto para finalizar acordos comerciais, como o tão aguardado pacto entre o Mercosul e a União Europeia. Com o Brasil assumindo a presidência do Mercosul no segundo semestre deste ano e a Dinamarca ocupando a presidência do Conselho da União Europeia, ambos líderes demonstraram otimismo sobre a possibilidade de avançar nesse sentido.

Além disso, Lula sugeriu que Brasil e China possam atuar conjuntamente no Grupo de Amigos da Paz, com o intuito de contribuir para a resolução do conflito na Ucrânia, refletindo uma preocupação comum em relação à estabilidade internacional.

Outro ponto relevante da conversa foi um convite formal de Lula para que Frederiksen visite o Brasil no segundo semestre, com a finalidade de participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), além da Cúpula Brasil-União Europeia, cujas datas ainda estão a ser definidas.

A Groenlândia, que é uma região autônoma do Reino da Dinamarca, voltou a ser pauta de debate internacional desde que Trump enfatizou seu desejo de que a ilha se tornasse parte dos Estados Unidos, o que foi rejeitado pelo primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, que declarou que a ilha “não está à venda”. A posição do Brasil, conforme expressa por Lula, ressalta sua disposição em apoiar a soberania da Groenlândia e promover um diálogo construtivo no cenário geopolítico global.

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