Durante um evento em Laranjeiras, Sergipe, onde anunciou investimentos pela Petrobras, Lula afirmou: “Eu fiquei triste porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, mas sim por uma questão simplesmente política.” O presidente reafirmou sua autonomia ao dizer que cabe a ele fazer as indicações e que o Senado tem a prerrogativa de rejeitar um candidato baseado na capacidade jurídica. “Então o Senado diga: ‘Eu não vou votar em você porque você é um advogado mequetrefe’”, argumentou.
Entretanto, conforme uma norma estabelecida pelo Senado em 2010, Lula pode estar enfrentando um obstáculo, pois não estaria em posição de indicar Messias novamente neste ano de 2026, a não ser que seja reeleito em um novo pleito presidencial. Mesmo assim, o presidente deixou claro que está determinado a prosseguir com sua proposta e a reafirmar o papel do Executivo nas indicações de juízes para o STF.
Além disso, Lula se posicionou em defesa do senador Laércio Oliveira, que havia sido vaiado durante o evento. Ele expressou a importância de respeitar o direito à manifestação, ao mesmo tempo em que enfatizou a necessidade de diálogo eficaz entre a presidência e o Congresso, dado que o Partido dos Trabalhadores (PT) ocupa uma posição minoritária na Casa e precisa estabelecer parcerias com outros partidos para aprovar suas propostas. A dinâmica política atual reflete não apenas o desafio das articulações legislativas, mas também as complexas relações entre os poderes Executivo e Legislativo no Brasil.
