Lula enfatizou os benefícios do programa, que visa proporcionar condições mais adequadas para motoristas de Uber e entregadores de aplicativos, através da disponibilização de financiamento para motocicletas e carros. No entanto, ao tentar implementar a iniciativa, o presidente se deparou com obstáculos. “O trabalhador vai ao banco, apresenta sua situação, mas enfrenta exigências como a análise de crédito e a necessidade de comprovação de conta bancária”, criticou.
A situação é ainda mais preocupante para os beneficiários, segundo Lula. Ele citou um exemplo de um trabalhador que, ao deixar de pagar R$ 1.800 de aluguel, passa a ter o mesmo valor à disposição para quitar um financiamento. O presidente defendeu que, ao eliminar despesas com aluguel, esses profissionais deveriam ter direito ao financiamento, pois a expectativa é que consigam arcar com as novas parcelas.
Diante da insatisfação com o andamento do programa, Lula pediu ao ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, que reunisse um grupo de 20 pessoas que não conseguiram acessar o MoveBR. A intenção era pressionar os bancos, incluindo a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, para que facilitassem o acesso ao financiamento, junto com representantes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento.
Lula expressou seu desejo de compreender as razões pelas quais um programa tão elogiado por sua proposta não vinha funcionando conforme o esperado. Durante a reunião, que gerou expectativa e mobilização, dois dos trabalhadores presentes conseguiram finalmente ter suas situações reconhecidas. Essa iniciativa, segundo o presidente, exemplifica o nível de comprometimento que o governo deve ter para efetivar políticas públicas que realmente atendam a necessidade da população.
