Durante a reunião, Lula fez questão de destacar a importância das relações brasileiras com os países asiáticos, reconhecendo a região como um dos motores de inovação e crescimento da economia global. Ele enfatizou que desde que assumiu, o Brasil tem buscado reaproximar-se dos países asiáticos, estabelecendo um diálogo de alto nível com potências da região, que inclui a China, Índia, Indonésia, Japão, Malásia, Vietnã e a própria Coreia do Sul. O presidente ressaltou a relevância deste intercâmbio, que permite não apenas a troca de ideias, mas também a aproximação entre empresas, investidores, universidades e centros de pesquisa.
Um dos focos da agenda discutida foi a ampliação da cooperação nas áreas de tecnologia, energia e indústria. Lula também mencionou a intenção do Brasil em abrir novos mercados para seus produtos, citando a próxima visita de uma missão sanitária da Coreia do Sul ao Brasil. Esta missão tem como objetivo inspecionar os frigoríficos brasileiros, visando facilitar as exportações de carne para o país asiático, o que é visto como uma oportunidade significativa para fortalecer o comércio entre as nações.
Lula ainda fez uma previsão otimista sobre o comércio bilateral, que já alcançou aproximadamente 11 bilhões de dólares em 2025. Ele acredita que, apesar das tensões globais em relação ao unilateralismo e protecionismo, o saldo comercial entre Brasil e Coreia do Sul pode aumentar significativamente no próximo ano.
Durante sua passagem pelo Brasil, Lee e a primeira-dama sul-coreana, Kim Hye-kyung, também estão programados para participar de compromissos em São Paulo, incluindo atividades culturais em parceria com a primeira-dama brasileira, Janja da Silva. A visita é vista como uma oportunidade para não apenas fortalecer laços diplomáticos, mas também promover intercâmbios culturais e comerciais entre as duas nações.
