O estado, que enfrenta a seca em 61 de seus 62 municípios, teve reconhecimento federal da situação de emergência, demonstrando a gravidade do problema. Nesse contexto, o presidente ressaltou a importância de um novo plano nacional para lidar com desastres ambientais originados pelas mudanças climáticas.
A criação da Autoridade Climática, apresentada como uma agência federal, com recursos e servidores próprios, é um projeto discutido desde a eleição de Lula em 2022. No entanto, diante dos recentes desastres ambientais no Rio Grande do Sul e na Amazônia, a medida ganhou destaque e urgência.
Durante a visita, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou os fatores que contribuem para a situação atual na região, incluindo mudanças no clima, desmatamento e queimadas. Ela também mencionou a convocação de um Fundo Global para a proteção das florestas tropicais, com um investimento de US$ 300 milhões, previsto para estar operacional durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será sediada pelo Brasil em Belém no próximo ano.
Além disso, Lula anunciou medidas de combate à seca na Amazônia, como a distribuição de purificadores de água portáteis e o início de obras de manutenção nos rios Amazonas e Solimões. O presidente também se comprometeu em acelerar as discussões sobre a reconstrução da rodovia federal BR-319, além de assinar um decreto que estabelece a criação de um Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Federal para monitorar e combater incêndios florestais.
Diante da crise ambiental e social enfrentada pela região, Lula destacou a importância de ações integradas e urgentes para mitigar os impactos da seca e dos incêndios florestais na Amazônia. A antecipação do pagamento do Bolsa Família para beneficiários do Amazonas foi mais uma medida anunciada para auxiliar as famílias em meio à crise.
