Lula enfatizou a soberania do Brasil sobre seus recursos minerais, afirmando que o país está disposto a aprimorar sua capacidade na área, mas sempre respeitando sua autonomia. “Não temos veto, preferência por ninguém; pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano, quem quiser, desde que tenham a consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania”, declarou. As terras raras, com reservas estimadas em 23% das globais, são fundamentais na fabricação de tecnologias avançadas, mas a nação enfrenta desafios na etapa de processamento, dominada pela China, que detém cerca de 90% desse mercado.
Durante seu discurso, Lula destacou que o Brasil conhece apenas uma fração de seus potenciais minerais, com cerca de 30% de conhecimento sobre o que possui em seu vasto território. “A gente vai ter que contar com a inteligência e a ciência de vocês para dar um salto e fazer com que Trump deixe de brigar com Xi Jinping e venha se associar a nós”, disse Lula, referindo-se à necessidade de incentivar investimentos e explorações adequadas no setor mineral.
O presidente também lembrou que a extração desses elementos exige não apenas tecnologia adequada, mas também grandes investimentos, dada a complexidade e os altos custos envolvidos. A busca por desenvolver um setor mineral robusto poderia não apenas beneficiar a economia brasileira, mas também posicionar o país como um player importante no mercado global de minerais críticos, essenciais para a inovação tecnológica nas próximas décadas.
