Dentre os pilares do programa, destaca-se a ênfase na defesa da soberania nacional. O posicionamento do PT sugere que o Brasil precisa atuar com maior independência decisória em um cenário global que, segundo o partido, tem se mostrado cada vez mais unilateral e protecionista. A proposta é não apenas uma resposta às pressões externas, mas também um chamado à preservação da autonomia política e econômica brasileira diante de uma dinâmica internacional marcada por conflitos e tensões que, conforme argumenta, não se viam desde a Segunda Guerra Mundial.
A mensagem central do documento é clara: “O Brasil deve reafirmar sua soberania e preservar sua capacidade de tomar decisões políticas e econômicas de forma independente, em função de seus interesses, sem qualquer tipo de subordinação estratégica.” Essa assertividade reflete a visão do governo de que a sustentabilidade do Brasil no cenário internacional depende da habilidade de negociar e se afirmar sem a influência de potências maiores.
Esse novo projeto traça um futuro em que o Brasil procuraria se posicionar como um protagonista em um mundo multipolar. Ao mesmo tempo, ressoa um alerta sobre os riscos de perder a autonomia diante de pressões externas. Com essas iniciativas, Lula pretende reforçar a imagem do Brasil como um país que não apenas participa, mas também influencia as vozes do Sul Global em importantes discussões internacionais.




