Recentemente, as relações entre Brasil e Estados Unidos passaram por dificuldades, com a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros e a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, um ato considerado sem precedentes. Diante desse contexto, o PT argumenta que o Brasil deve aumentar sua capacidade de tomar decisões políticas e econômicas de maneira independente e sem subordinação a potências estrangeiras, especialmente em um momento onde se observa um retorno do unilateralismo e do protecionismo.
Entre as propostas para a política externa, destaca-se a ampliação da Cooperação Sul-Sul e o fortalecimento das instituições financeiras vinculadas ao BRICS. O plano sugere reformas no sistema financeiro internacional, buscando aumentar a participação dos países em desenvolvimento em instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Além disso, o fortalecimento do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe e do Novo Banco de Desenvolvimento são vistos como medidas-chave para criar novas alternativas de financiamento para essas nações.
Na América do Sul, o PT propõe uma integração mais profunda entre os países em áreas como infraestrutura, defesa, saúde e energia, destacando a criação de um mercado comum sul-americano de energia e a valorização da região como uma “zona de paz”. A integração econômica por meio do Mercosul também é enfatizada, visando fortalecer a atuação brasileira no continente.
No âmbito da governança global, o plano aponta para a reforma do Conselho de Segurança da ONU, buscando torná-lo mais democrático e representativo. Além disso, o Brasil deve ter um papel ativo na definição de normas internacionais relacionadas a tecnologias digitais e inteligência artificial, priorizando a soberania digital e a proteção de dados. Essas diretrizes revelam a proposta de um Brasil mais proativo e independente no cenário internacional, capaz de moldar um futuro positivo para sua política externa.
