O presidente enfatizou que o pacto foi um resultado de intensas negociações, afirmando que o acordo foi feito “a ferro, suor e sangue”. Ele sublinhou as dificuldades enfrentadas pelos países em desenvolvimento na busca por um tratamento justo no cenário global, ressaltando que, historicamente, as negociações tendem a favorecer as nações mais poderosas. Lula lembrou que, ao levantar a voz em defesa dos direitos dos países latino-americanos, eleva-se também a dificuldade de travar conversas com aqueles que outrora foram colonizadores.
Além disso, Lula abordou a urgência do multilateralismo diante das novas dinâmicas globais, mencionando as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, como um fator que busca reverter a cooperação internacional. O presidente afirmou que as medidas unilaterais do líder americano não farão com que as nações democráticas desistam de dialogar e cooperar.
Entre os tópicos abordados, Lula também trouxe à tona sua recente viagem à Alemanha, onde apresentou aos líderes europeus a ideia de que o biocombustível brasileiro é substancialmente menos poluente que o produzido na Europa. O chefe do executivo desafiou instituições europeias e montadoras de automóveis, como a Volkswagen, a considerar a importação do biodiesel brasileiro, que segundo ele, apresenta uma redução de 90% nas emissões poluentes em comparação ao combustível europeu. Desta forma, argumenta que essa escolha não apenas contribuiria para um meio ambiente mais saudável, mas também impulsionaria o desenvolvimento econômico local.
Esse acordo representa não apenas uma vitória comercial para o Brasil e o Mercosul, mas também uma afirmação da capacidade de negociação dos países em desenvolvimento diante das potências globais. Com isso, Lula parece determinado a fortalecer a posição do Brasil no cenário internacional, navegando pelos desafios e oportunidades que surgem neste novo contexto de comércio global.







