Durante sua fala, Lula enfatizou que não permitiria que potências como a China, os Estados Unidos ou a França “metessem o dedo” nas riquezas mineradoras do país. Essa preocupação se torna ainda mais pertinente em razão das recentes negociações entre o Brasil e os Estados Unidos, onde o governo anterior, liderado por Donald Trump, pressionou o Brasil para restringir investimentos estrangeiros em setores considerados estratégicos, incluindo o de minerais.
Lula destacou que muitos agentes têm se envolvido nas riquezas minerais brasileiras e argumentou que esses recursos devem ser explorados em prol da população nacional. Em sua visão, a questão das terras raras será uma das prioridades em um futuro governo, junto com a defesa nacional. Ele reiterou seu compromisso em aumentar os investimentos nesse setor, mencionando preocupações com a segurança do Brasil frente a eventos internacionais, como a recente situação do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Com uma crítica ao que considera uma gradual diminuição do poder do Executivo em relação ao Legislativo, Lula também abordou a importância de fortalecer a defesa. Ele afirmou: “Eu quero estar preparado para que ninguém invada este país”, reforçando a necessidade de um país resiliente em face de ameaças externas.
A convenção também contou com a presença de importantes figuras da política, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, que lembraram a trajetória política de Lula e a relevância da eleição. Alckmin, em seu discurso, ressaltou a importância do pleito de 2022 para a sustentação da democracia no Brasil.
A chapa de Lula será apoiada por uma coalizão que inclui o PT, PV, PCdoB, PSB, PDT e a Federação PSOL/Rede, mantendo Alckmin na vice-presidência, sinalizando uma união estratégica em tempos de divisões políticas e desafios econômicos no país.





