O presidente argumentou que a falta de ferramentas e soluções eficientes em inteligência artificial pode resultar em uma perda de controle por parte do Estado, que no passado detinha essa liderança. Para ele, o Brasil precisa avançar rapidamente no desenvolvimento dessas tecnologias, a fim de evitar que outros países ocupem essa posição de protagonismo.
Lula trouxe à tona o exemplo da turbina que funciona com etanol, um projeto que ele visitou em 2010 no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Esse protótipo, nomeado UGEE1000BR, foi apresentado recentemente no Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e tem a capacidade de gerar energia elétrica suficiente para abastecer cerca de 3,6 mil residências. Durante a reunião, Lula recordou que, apesar do potencial da tecnologia, o projeto ficou estagnado devido à falta de investimento governamental.
Segundo afirmou, ao retomar a presidência, sentiu a necessidade de impulsionar esse tipo de iniciativa com verbas públicas, evidenciando a importância de fazer encomendas que garantam a viabilidade financeira de projetos considerados prioritários, como as inovações em inteligência artificial. Lula leu sua experiência como um alerta de que a inércia poderia custar caro ao país. “Nós poderíamos ser fabricantes de turbinas hoje”, destacou.
Além de enfatizar a necessidade de um compromisso maior com a tecnologia, Lula apontou que o governo tem um papel crucial em transformar Brasil em um líder na América Latina e na África no que diz respeito à oferta de soluções energéticas. Ele defendeu que, para que o país alcance essa escala, são necessárias encomendas governamentais, ressaltando que o futuro da energia e da tecnologia depende de ações decisivas e coordenadas. Assim, o presidente reafirma a importância de um investimento robusto e ágil em tecnologia como chave para o crescimento sustentável do Brasil em um mundo cada vez mais digital.




