A declaração surge no contexto da cúpula do G7, realizada na França, onde ambos os líderes estiveram presentes, embora não tenham realizado uma reunião bilateral. Em resposta a questionamentos sobre uma declaração recente de Trump, que envolveu a família Bolsonaro, Lula reiterou que respeita o direito de Trump de ter suas preferências políticas. No entanto, fez um apelo para que o presidente dos Estados Unidos se abstenha de interferir diretamente nas questões eleitorais do Brasil.
“Ele pode ter suas preferências eleitorais, mas espero que ele não fira o código de ética entre nações que prezam pela sua soberania. Não tem problema ele gostar do Bolsonaro ou de qualquer membro da família, mas as eleições do Brasil são um assunto exclusivamente nosso. O que peço é respeito pelo nosso país”, destacou Lula, evidenciando a necessidade de manter a integridade do processo eleitoral brasileiro à parte de influências externas.
Lula também aproveitou a oportunidade para defender a utilização das urnas eletrônicas, um tema frequentemente debatido em contextos de segurança e confiabilidade eleitoral. Ele anunciou planos de levar um equipamento de votação eletrônica em seu próximo encontro com Trump, com o objetivo de demonstrar o funcionamento do sistema brasileiro, que, segundo ele, representa um avanço significativo em relação a métodos tradicionais de votação.
“Estamos muito além dos tempos antigos, onde se usava papel e listas longas. O que temos no Brasil é um sistema moderno e civilizado. Se alguém deve aprender com isso, esse alguém é, definitivamente, meu amigo Trump. Na próxima vez que nos encontrarmos, vou lhe mostrar como nossas urnas eletrônicas operam”, completou Lula, reforçando sua posição em favor de um processo eleitoral transparente e eficiente.
Esses comentários não apenas realçam a importância da soberania nacional, mas também apontam para a necessidade de diálogo e entendimento entre as nações sobre questões eleitorais sensíveis.
