Lula destacou que a guerra no Irã está tendo repercussões globais, especialmente sobre as populações mais vulneráveis, alertando que “o mundo não precisa de mais guerras”, enquanto mais de 160 milhões de pessoas enfrentam a fome. Essa afirmação ecoa um chamado urgente para a comunidade internacional se mobilizar rapidamente diante de um cenário humanitário alarmante.
Ademais, o presidente brasileiro manifestou ceticismo em relação à capacidade da ONU de mediar a complexa situação política em Israel, que há anos é marcada pelo conflito entre judeus e palestinos. Segundo ele, a falta de eficácia da organização em resolver questões tão delicadas requer uma abordagem democrática e colaborativa mais incisiva. Ele enfatizou a necessidade de um diálogo aberto e democrático para discutir essas questões prementes.
Lula também não hesitou em criticar a dinâmica de poder entre as nações, citando a influência negativa de líderes políticos, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele afirmou que nenhum líder tem o direito de impor regras a outros países e que é preciso que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU se unam para alterar essa mentalidade. “Não podemos acordar e dormir sob a ameaça de um tweet”, disse, enfatizando a necessidade de uma abordagem mais cooperativa entre os países.
Além de suas preocupações sobre conflitos armados, o presidente aproveitou a oportunidade para abordar o tema do controle das plataformas digitais, que atualmente impacta diversas nações. Para ele, garantir a regulação dessas plataformas é vital e deve ser uma prioridade da ONU enquanto organismo regulador. “A ONU precisa funcionar para que possamos assegurar um mundo mais justo e equilibrado”, concluiu Lula.







