Durante esse intervalo, a relação entre o Planalto e o Senado se mostrou delicada. Davi Alcolumbre, presidente do Senado e membro do partido União Brasil, expressou resistência à escolha de Lula, preferindo o senador Rodrigo Pacheco, que também contava com o apoio de alguns ministros do STF. Essa disputa interna contribuiu para a morosidade na confirmação de Messias como o candidato adequado para a corte.
Para que Messias se torne oficialmente um ministro do STF, ainda será necessária a realização de uma sabatina pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, seguida pela votação no plenário, onde ele precisará garantir a aprovação de 41 dos 81 senadores. Segundo Otto Alencar, presidente da CCJ, o agendamento da sabatina será determinado pelo próprio Alcolumbre, o que deixa no ar a possível data para essa etapa crucial do processo.
Em uma nota enviada à imprensa, Jorge Messias mencionou que buscará diálogo com os senadores para conseguir a aprovação, enfatizando a importância de um momento de entendimento e colaboração. Caso sua indicação seja aprovada, ele se tornará o 11º nome indicado por Lula ao STF durante seus mandatos. Hoje, permanecem na corte figuras como Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino, e Dias Toffoli, que compõem as duas turmas do tribunal e formulam decisões que impactam diretamente o judiciário brasileiro.
Messias tem uma carreira consolidada no serviço público, tendo atuado como consultor jurídico em diversos ministérios e, desde 2023, como advogado-geral da União. Com apenas 45 anos, ele poderá ocupar seu cargo no STF até atingir a idade de aposentadoria compulsória, aos 75 anos. Essa indicação traz expectativas tanto sobre a continuidade das políticas judiciárias do presidente quanto sobre o futuro do STF em um cenário político em constante transformação.





