Olavo Noleto, que atualmente ocupa o cargo de secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como Conselhão, era um dos principais candidatos internos para a sucessão de Gleisi. Com uma trajetória que inclui passagens pela articulação política nos dois primeiros mandatos de Lula e no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, Noleto já tinha acumulado uma base de apoio significativa dentro do partido.
Durante seu tempo na Secretaria de Relações Institucionais, Noleto atuou como secretário-executivo de Alexandre Padilha, atual ministro da Saúde. Após a saída de Padilha, ele se manteve na equipe do governo, sendo posteriormente convidado por Gleisi para liderar o Conselhão, posição onde pôde se destacar e consolidar sua influência.
A escolha de Noleto se insere em um contexto de reestruturação política, que se intensifica com a candidatura de Gleisi ao Senado. Recentemente, ela anunciou sua decisão após uma reunião com Lula e o presidente do PT, Edinho Silva, apontando para uma estratégia de eleição que considera favorável para a sigla. Nas pesquisas de intenção de voto, Gleisi ocupa a segunda posição, atrás apenas do governador do estado, Ratinho Jr. (PSD), e empatada com outras figuras proeminentes.
Dentro do partido, há um consenso de que este é um momento propício para sua candidatura, já que a legislação prevê que cada estado elegerá dois senadores. A movimentação dentro do PT demonstra a busca por um fortalecimento da articulação política e uma preparação para os desafios eleitorais que estão por vir, com uma preocupação evidente em garantir a sobrevivência e o crescimento do partido em um cenário em que os votos vão se dispersando entre vários candidatos. A escolha de Olavo Noleto, portanto, representa não apenas uma continuidade nas estratégias de articulação, mas também uma tentativa de instigar renovação em um momento crucial para o futuro político do PT e do governo.






