Lula: “Não vou me humilhar para Trump e debaterei tarifas com o BRICS”

Na última quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou sua firme posição em relação ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma declaração enfática, Lula afirmou que não pretende entrar em contato com Trump para se submeter a uma humilhação. Segundo ele, a atual dinâmica entre os dois países e o contexto internacional não justificam uma interlocução que, em sua visão, não seria reciprocamente vantajosa.

Durante uma entrevista, Lula explicou que a sua estratégia não envolve negociações unilaterais com o governo norte-americano. Ao contrário, o presidente brasileiro enfatizou a importância de discutir questões comerciais, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos, em um fórum mais amplo, como o BRICS. O bloco, que inclui potências em desenvolvimento como China, Rússia e Índia, está sendo considerado por Lula como um espaço mais apropriado para debater alternativas ao chamado “tarifaço”.

O presidente brasileiro destacou que o principal obstáculo para resolver a questão das tarifas é, na verdade, a ausência de vontade política dos Estados Unidos em negociar. “Não liguei porque ele não quer telefonema”, declarou, referindo-se à postura de Trump em relação a diálogos. Lula também ressaltou que seu governo tem tomado diversas medidas para enfrentar a problemática das tarifas, como fortalecer o diálogo com empresas nacionais, proteger postos de trabalho e buscar novos mercados.

Lula ressaltou que, apesar das adversidades, sua administração não pretende retaliar de forma impulsiva, como um novo aumento de tarifas sobre produtos norte-americanos. Ele afirmou que essa não é a abordagem que deseja seguir, reiterando que não quer refletir o comportamento que considera problemático da administração Trump.

A postura do presidente reflete uma tentativa de não apenas resistir às pressões externas, mas também de manter a soberania econômica do Brasil em meio a um cenário global desafiador, buscando alternativas que estejam alinhadas com os interesses nacionais.

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