As críticas a Wagner aumentaram entre aliados e membros do Partido dos Trabalhadores, que o acusaram de ser o arquétipo do fracasso na articulação política que levou à não aprovação de Messias. Rumores de uma suposta traição de Wagner começaram a circular, sugerindo que ele poderia ter colaborado com Davi Alcolumbre, presidente do Senado, para empecer a nomeação. Essa narrativa ganhou força rapidamente dentro do círculo presidencial após a votação, levando Lula a convocar uma reunião de emergência no Palácio da Alvorada. Durante essa conversa, que incluiu Wagner, Messias e ministros importantes, considerou-se a necessidade de esclarecer a situação.
A relação entre Lula e Wagner é benéfica, construída ao longo de mais de quatro décadas, sendo o senador um dos aliados mais próximos do presidente. Apesar das turbulências e da crítica que Wagner enfrenta, sua posição na administração permanece inabalável, o que não é comum em cenários políticos adversos. Isto é ainda mais notável quando se considera que o senador está atualmente em uma missão na China, acompanhando a orquestra Neojiba da Bahia.
Desde a sugestão de Messias, Jaques Wagner encontrou dificuldades em lidar com a figura de Alcolumbre. No entanto, o apoio de Lula foi incondicional, mesmo diante da derrota. Aliados do governo, por outro lado, levantaram preocupações acerca da atuação de Wagner, afirmando que ele não foi eficaz na mobilização dos votos e que sua análise sobre a votação foi imprudente, o que acabou levando à inação do governo em um momento crítico.
Durante a preparação para a sabatina, Wagner havia inicialmente estimado que Messias obtinha 45 votos favoráveis, ajustando essa previsão para 41 conforme a votação se aproximava. A situação se complicou ainda mais com a divulgação de um vídeo onde Alcolumbre informa a Wagner que Messias enfrentaria uma derrota por uma margem de oito votos. Essa interação foi vista como um indicativo de que o presidente do Senado tinha domínio sobre a situação, enquanto o governo parecia desatento ao sentimento real dos senadores.







