Os recursos disponíveis estarão voltados para operações de socorro, assistência a vítimas e restabelecimento de serviços essenciais nas áreas atingidas. A prioridade do governo é assegurar uma resposta célere às emergências, especialmente para os municípios que já decretaram situação de emergência ou calamidade pública. No entanto, a transferência dos recursos está condicionada à apresentação de informações oficiais pelas prefeituras, que devem relatar os danos e as necessidades através do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
Na Paraíba, a situação é alarmante, com 21 municípios já enfrentando os efeitos devastadores das chuvas. Aproximadamente 16 mil pessoas foram diretamente impactadas, resultando em mais de 2.200 desalojados e 375 desabrigados, além de tragicamente registrar duas mortes. Em resposta a essa crise, equipes da Defesa Civil Nacional foram mobilizadas para realizar visitas técnicas nas localidades mais afetadas, como Santa Rita e Conde. Segundo Frederico Sant’Anna, coordenador-geral da Defesa Civil, os danos incluem infraestrutura viária danificada, residências atingidas e áreas inundadas.
Pernambuco também enfrenta uma grave situação, com 27 municípios reportando danos. Cerca de 5 mil pessoas estão desalojadas, mais de 2.300 desabrigadas e ao menos seis óbitos já foram confirmados, principalmente devido a alagamentos e deslizamentos de terra na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata. A Defesa Civil do estado tem monitorado a situação de perto, buscando implementar ações de emergência.
No Rio Grande do Sul, a situação está igualmente crítica, com investigações em andamento sobre duas mortes potenciais ligadas às chuvas. O município de Rosário do Sul foi duramente afetado, recebendo 324 milímetros de chuva em apenas sete horas, o que provocou alagamentos que impactaram 225 residências e deixaram 512 pessoas desalojadas. Em Porto Alegre, foram registradas 14 ocorrências relacionadas ao mau tempo, com algumas ruas inundadas, mas sem feridos.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, enfatizou a importância de uma resposta rápida do governo federal, garantindo que as Forças Armadas e a Defesa Civil Nacional estejam prontas para prestar ajuda humanitária e restaurar a normalidade nas regiões atingidas.
