Segundo informações divulgadas pela Presidência, a criação do programa passou por intensos diálogos com províncias estaduais, especialistas em segurança e as diversas forças de segurança pública. O cerne do programa é desmantelar as estruturas que sustentam as organizações criminosas, atacando suas bases econômicas, operacionais e sociais, que se proliferam por todo o território nacional.
O programa apresenta quatro eixos estratégicos, fundamentais para sua execução. O primeiro eixo foca na asfixia financeira das organizações criminosas, um componente crucial para desarticular sua capacidade de atuação. O segundo eixo aborda o fortalecimento da segurança no sistema prisional, reconhecendo a necessidade de um ambiente mais controlado e seguro dentro das instituições. O terceiro eixo visa qualificar as investigações e o esclarecimento de homicídios, enquanto o quarto se dedica ao combate ao tráfico de armas, uma das principais ferramentas utilizadas pelo crime organizado.
Em coletiva de imprensa anterior ao lançamento, Lula reiterou a urgência de “destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”, passando a enfatizar que as organizações criminosas atualmente operam como “multinacionais”, infiltrando-se em diversos setores, como política, futebol e até no Judiciário, o que exige uma resposta eficaz e coordenada.
Para viabilizar esse ambicioso plano, um decreto presidencial e quatro portarias regulamentarão a iniciativa, sendo imprescindível que os estados adiram ao programa para poderem acessar os recursos do BNDES.
Com o “Brasil Contra o Crime Organizado”, a administração Lula se propõe a enfrentar um dos maiores desafios do país, buscando uma abordagem mais integrada e eficaz no combate ao crime em suas diversas facetas.
