Recentemente, a primeira-dama Janja da Silva compartilhou uma imagem de Lula realizando agachamentos com uma perna só, capturando a atenção nas redes sociais. Além disso, o presidente tem sido frequentemente filmado subindo rapidamente a rampa do Palácio do Planalto, o que se tornou uma constante em sua comunicação pública. Somente na última semana de março, pelo menos três vídeos do presidente exercitando-se foram gravados e divulgados.
A prática de compartilhar esses momentos não é nova. A primeira vez que Lula foi visto se exercitando nas redes sociais foi em 2015, após uma mudança em sua rotina de musculação, resultado de uma recuperação de câncer na laringe. Durante a campanha eleitoral de 2022, com 76 anos, ele procurou transmitir uma imagem ativa, frequentemente afirmando: “Tenho 76 anos, com energia de 30 e tesão de 20”. Contudo, após perceber a polêmica que a última parte da frase gerava, Lula decidiu abandoná-la.
Recentemente, em uma entrevista, o presidente admitiu que ainda não tomou uma decisão sobre a candidatura, o que alimentou ainda mais as especulações em torno de sua política. “Falo que eu não decidi ser candidato ainda”, afirmou, ressaltando que uma convenção está marcada para junho, onde novas propostas são esperadas.
Aliados de Lula asseguram que ele deseja respeitar os processos do Partido dos Trabalhadores (PT) e relataram que as especulações sobre sua saída da corrida presidencial são influências do mercado financeiro, que busca um ambiente eleitoral mais favorável. Não obstante, pessoas próximas ao ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alegam que ele não está explorando a possibilidade de uma candidatura no lugar de Lula.
Histórias da carreira política de Lula revelam sua persistência. Ele iniciou sua trajetória em 1982 e, apesar de diversas derrotas em disputas presidenciais, como em 1989 e 1994, Lula eventualmente conquistou a presidência em 2002. Inclusive, em 2018, ele tentou se candidatar mesmo estando preso, retirando-se apenas 27 dias antes do primeiro turno em razão de restrições legais.
Para muitos no Partido dos Trabalhadores, não faz sentido que Lula desista de uma candidatura agora, especialmente considerando seu histórico de lutas políticas. A ex-ministra Gleisi Hoffmann defendeu o presidente, afirmando que aqueles que não desejam sua candidatura vivem em “ilusões”. Segundo ela, Lula continua a ser um líder ativo, apoiado tanto social quanto politicamente.
Pedro Uczai, líder do PT na Câmara, sugere que as declarações de Lula são uma estratégia para mobilizar a militância e preparar o terreno para as eleições deste ano. Apesar das várias conjecturas, a posição oficial dentro do partido parece ser de cautela, com várias lideranças se abstendo de discutir publicamente o futuro eleitoral do presidente, reiterando que a questão não está em debate no momento.
