A primeira etapa da jornada do presidente será na Índia, onde ele ficará entre os dias 17 e 21 de fevereiro. Durante sua estadia, Lula se reunirá com importantes líderes políticos, incluindo a presidente Droupadi Murmu e o primeiro-ministro Narendra Modi. Após essa visita, o presidente dirigirá sua atenção à Coreia do Sul, onde se encontrará com o presidente sul-coreano Lee Jae Myung.
Fontes diplomáticas indicam que a visita a Seul, parte do tour de Lula pela Ásia programado entre os dias 18 e 24 de fevereiro, reflete o interesse do Brasil em ampliar suas exportações para mercados asiáticos. No entanto, a situação em torno do acordo de carne bovina é complexa. Apesar do Brasil estar consolidado como um importante fornecedor de frango para a Coreia do Sul — com mais de 80% das importações do país nessa categoria oriundas do Brasil — a carne bovina enfrenta resistência significativa. Diplomatas sul-coreanos alegam que há uma forte objeção por parte dos produtores locais a um possível acordo que facilitaria a importação de carne bovina brasileira, o que tem dificultado o avanço das negociações.
Ainda assim, a balança comercial entre os dois países, no último ano, registrou um comércio significativo, totalizando cerca de 10,8 bilhões de dólares, com uma leve vantagem para as exportações brasileiras. O Itamaraty informou que a missão de Lula à Coreia do Sul também contemplará discussões sobre outros setores, como desenvolvimento agrário, aviação, comércio, ciência e tecnologia e cooperação financeira.
A expectativa é que estas reuniões possam não apenas impulsionar as relações comerciais entre as nações, mas também explorar novas oportunidades de colaboração em áreas que têm o potencial de beneficiar ambos os lados. A jornada de Lula representa, assim, um passo importante nas estratégias do Brasil para diversificar seus parceiros comerciais e fortalecer sua presença no mercado asiático.







