Durante seu discurso, Lula fez uma crítica contundente às gestões passadas, especialmente à maneira como hospitais foram historicamente utilizados como “peça de troca” nas eleições. Ele destacou que a responsabilidade pela saúde pública deve ser levada a sério e não pode ser relegada a estratégias eleitorais. O presidente também se atentou ao cenário político atual, enfatizando que a verdade prevalecerá sobre a mentira, uma declaração que pode ser interpretada como um apelo à transparência e ao debate honesto em tempos de polarização política. “Vocês não podem ver uma mentira no celular e deixar barato, porque a mentira leva à violência”, afirmou Lula, convocando a sociedade a confrontar a desinformação presente nas redes sociais.
Entre os presentes estavam o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que, em seus discursos, também criticaram o governo anterior, mencionando como a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro impactou a saúde no país durante a pandemia. Padilha alegou que a condução da saúde na gestão anterior foi problemática, especialmente em tempos de crise sanitária.
A inauguração não ocorreu por acaso, pois coincidiu com uma homenagem a Lula no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, embora o ministro Padilha tenha esclarecido que a entrega da obra estava programada desde 2024. Além disso, confirmou que Lula participaria do Carnaval no camarote da prefeitura, reiterando a tradição política do Brasil de envolvimento em festividades populares. Com um olhar voltado para as eleições de 2026, Lula continuou a promulgar sua agenda governamental, incluindo promessas de medidas financeiras voltadas à população, como isenção do Imposto de Renda para rendimentos até R$ 5 mil.
Essa inauguração e as declarações de Lula refletem a determinação do governo em melhorar os serviços de saúde e, ao mesmo tempo, navegar os desafios políticos que se aproximam.







