Em um comunicado oficial, a FPA expressou descontentamento não apenas pela ausência do presidente, mas também pela efetividade do Plano Safra. O documento ressalta que a postura de Lula reforça uma suposta tentativa de dividir o agronegócio brasileiro e levanta preocupações sobre a ineficiência do programa, especialmente em relação ao elevado endividamento do setor e à restrição de crédito enfrentada por muitos produtores. A nota menciona que, embora o governo tenha se esforçado para reduzir as taxas de juros, essa medida é considerada insuficiente diante dos desafios atuais.
O deputado Pedro Lupion, presidente da FPA, também comentou sobre a situação em um vídeo publicado nas redes sociais. Ele destacou que a escolha do presidente em não participar do lançamento do plano deixa claro como Lula vê uma parte essencial do agro. Essa nota de descontentamento e os comentários de Lupion refletem um clima tenso entre a FPA e o governo, especialmente quando se considera que a FPA foi ausência também em eventos anteriores do tipo, alegando não ter recebido convites, o que foi negado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
O Plano Safra 2026/2027, divulgado recentemente, contempla um total de R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, o que representa um incremento de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior. Sendo que R$ 384,9 bilhões serão destinados a custeio e R$ 140,2 bilhões a investimentos em inovação e modernização. A polêmica em torno do evento e a ausência do presidente Lula refletem as tensões políticas que permeiam o setor agropecuário e suas relações com o governo atual.
