Dirigindo-se ao governador interino, Ricardo Couto, o presidente enfatizou a necessidade de priorizar o combate à corrupção e às milícias que, segundo ele, têm influenciado negativamente a política fluminense nos últimos anos. Lula salientou que o público espera ações efetivas contra o crime e a corrupção, em detrimento de novas obras públicas.
“Ninguém está esperando que você faça um viaduto, uma ponte, uma praia artificial. O que esperam de você é que trabalhe para prender todos os ladrões que governaram este estado”, disse Lula, reforçando a urgência de uma postura firme na luta contra a criminalidade e a máfia política que assola a administração pública no Rio.
Desde que assumiu o cargo de governador interino, Ricardo Couto já promovou um total de 3.171 exonerações em diversas secretarias e órgãos estaduais, abrangendo 33 secretarias e 36 órgãos vinculados. As exonerações envolvem diversas funções administrativas, inclusive cargos de coordenação e direção, refletindo um esforço evidente para romper com práticas anteriores.
O governador interino, que chegou ao cargo em meio a uma crise política que envolveu o ex-governador Cláudio Castro, tem diante de si a oportunidade de implementar mudanças estruturais até as próximas eleições em outubro. Com um total aproximado de 280 mil servidores ativos sob sua administração, Couto deverá enfrentar o desafio de restaurar a confiança da população nas instituições públicas.
Além disso, Lula mencionou que, caso o Senado aprove a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Segurança, haverá a recriação do Ministério da Segurança Pública, demonstrando então o comprometimento do governo federal em fortalecer os esforços no combate ao crime organizado.
“Nós não podemos permitir que este estado, que é tão rico e bonito, seja governado por milicianos. O povo do Rio de Janeiro merece mais do que isso”, concluiu Lula, sugerindo que é possível restaurar a dignidade e a segurança no estado, longe das páginas policiais e escândalos de corrupção.





