Durante o diálogo com Macron, que se estendeu por aproximadamente 40 minutos, os líderes enfatizaram a estreita cooperação entre Brasil e França. Um dos principais pontos discutidos foi a área de defesa, onde o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) se destacou como uma iniciativa crucial. Além disso, Lula e Macron exploraram avenues para fortalecer a colaboração entre a Guiana Francesa e o Amapá, bem como o apoio francês ao Brasil no campo dos supercomputadores. O presidente brasileiro também recordou a criação da Unitaid, uma organização internacional de saúde que visa aumentar o acesso de países em desenvolvimento a medicamentos e tecnologias de saúde, estabelecida em 2006.
Posteriormente, o presidente Lula se dirigiu ao encontro com Parmelin, onde o foco da conversa foi a ampliação do comércio bilateral e a diversificação das exportações entre os dois países. Um dos tópicos abordados foi o acordo entre o Mercosul e a EFTA, que inclui Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, considerado uma oportunidade significativa para aumentar o comércio em um cenário global em que o protecionismo e o unilateralismo estão crescendo. Os presidentes também decidiram expandir a cooperação em áreas como inteligência artificial, energia, saúde e defesa. O presidente suíço elogiou os avanços do Brasil no combate ao desmatamento, especialmente no contexto da próxima Conferência do Clima, a COP30.
A participação de Lula na Cúpula do G7, que ocorre entre 15 e 17 de julho, lhe concede uma plataforma para abordar questões importantes, como o aumento da ajuda internacional a países em desenvolvimento e a necessidade de reformar a governança global, com ênfase em instituições como a ONU e a OMC. Entre os tópicos em discussão na cúpula estão também o crescimento econômico equilibrado, proteção digital de crianças, combate ao narcotráfico e a migração.
A presença do Brasil em um evento desse porte marca uma tentativa de Lula de promover o multilateralismo em meio a tensões comerciais globais, particularmente com as críticas recentes dos Estados Unidos. A cúpula se apresenta como um espaço favorável para a defesa de posturas que beneficiem o Sul Global e reflitam as necessidades emergentes de uma sociedade globalizada.





