Durante uma reunião ministerial, Lula mencionou que mais quatro ministros devem se desligar nos próximos dias. Este cenário sugere uma onda de mudanças que se intensificará até o fim da semana, à medida que os ministros cumprem compromissos pendentes antes de deixarem seus cargos. Esse tipo de transição é o resultado da legislação eleitoral, que exige que autoridades que pretendem se candidatar a diferentes cargos abandonem suas funções até seis meses antes das eleições. O prazo de desincompatibilização se encerra no próximo sábado, 4 de novembro, pressionando os ministros a tomarem decisões rápidas sobre suas futuras trajetórias políticas.
Entre os ministros que deixaram seus postos estão figuras importantes da administração atual. Carlos Fávaro, que ocupa o Ministério da Agricultura e Pecuária, é pré-candidato ao Senado pelo estado de Mato Grosso. Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, também tem planos eleitorais, visando uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. A saída de Macaé Evaristo, ministra dos Direitos Humanos, ocorre no mesmo contexto; ela é uma pré-candidata à Assembleia Legislativa de Minas Gerais. André Fufuca, do Esporte, está na disputa por uma candidatura ao Senado ou até mesmo ao governo do Maranhão.
Além disso, André de Paula, que assume o Ministério da Pesca, foi nomeado como novo ministro da Agricultura e Pecuária. Outros nomes que se destacam em candidaturas são Sonia Guajajara, que mira a Câmara dos Deputados por São Paulo, e Simone Tebet, também pré-candidata ao Senado por São Paulo. Essas movimentações sinalizam não apenas uma reconfiguração do governo, mas também indicam um cenário eleitoral em transformação, onde as estratégias políticas começam a se alinhar nas vésperas das próximas eleições.





