Lula enfrenta dificuldades para fechar comitiva parlamentar a uma semana de viagem à Índia e Coreia do Sul; deputados preferem ficar no Brasil durante o Carnaval.

A uma semana de iniciar sua viagem à Índia e à Coreia do Sul, o presidente Lula enfrenta desafios na formação da comitiva de parlamentares que o acompanharão. A situação se agrava, pois diversos deputados já declinaram o convite para participar da viagem, alegando compromissos inadiáveis em suas regiões durante o Carnaval, um período em que muitos buscam fortalecer suas bases eleitorais a poucos meses das eleições de outubro.

Em um esforço para mobilizar o apoio do Congresso Nacional, Lula comunicou ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que gostaria de organizar a participação dos deputados. Este gesto demonstra a intenção do governo de reatar os laços com o Legislativo, em meio a um cenário político que exige harmonia entre os poderes para viabilizar ações governamentais.

Nos bastidores do Planalto, auxiliares de Lula admitem que as objeções dos parlamentares são, em grande parte, motivadas pela proximidade do Carnaval e pela relevância das eleições que se aproximam. Até o momento, somente os deputados Pedro Uczai, do PT de Santa Catarina, e Clodoaldo Magalhães, do PV de Pernambuco, confirmaram presença na viagem.

Além desses representantes, a comitiva presidencial deverá incluir os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Esther Dweck, da Gestão e Inovação. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, também fará parte do grupo. Outros nomes, como o ministro Márcio França, responsável pelo Empreendedorismo, e Leandro Pinheiro Safatle, presidente da Anvisa, foram confirmados, o que reforça a importância estratégica da viagem.

Esta será a segunda missão internacional de Lula em 2023. No final de janeiro, o presidente já havia visitado o Panamá, onde estabeleceu acordos voltados para fortalecer os investimentos bilaterais. Durante sua nova jornada, Lula terá um papel central na Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial, um evento promovido pelo governo indiano, que ocorrerá entre os dias 16 e 20 de fevereiro e contará com a presença de várias personalidades internacionais, como o presidente francês Emmanuel Macron e o secretário-geral da ONU, António Guterres. Outros líderes, como o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, ainda não confirmaram suas participações.

A expectativa é alta em relação aos resultados que a viagem poderá trazer, tanto no âmbito das relações internacionais quanto no fortalecimento da articulação política do governo no Brasil.

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