Lula, acolhido por Montenegro, ressaltou a integração da comunidade brasileira em solo português, sublinhando a forte conexão cultural e linguística que une as nações. O presidente enfatizou a significativa parceria entre os dois países, afirmando que o momento atual é propício para o fortalecimento das relações bilaterais.
Um dos temas abordados na declaração foi a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula criticou a falta de representação no órgão, que segundo ele, não tem conseguido lidar com os conflitos e crises globais. Ele reafirmou o compromisso do Brasil em diversificar suas parcerias internacionais e a busca por uma maior cooperação entre as nações.
Em relação ao comércio, Lula argumentou que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul oferece grandes oportunidades, destacando que, ao invés de competirem, as produções agrícolas brasileira e europeia são complementares. No entanto, o presidente alertou sobre a crescente postura protecionista da Europa em relação ao Brasil, que tende a se intensificar à medida que a produção brasileira se torna mais competitiva.
Ao mencionar a Embraer, Lula usou o exemplo da empresa como um modelo bem-sucedido de cooperação, onde investimentos brasileiros em Portugal geraram benefícios mútuos, aproveitando a mão de obra qualificada local. Afirmou que o comércio entre Brasil e Portugal abrange um mercado de 750 milhões de pessoas e um PIB conjunto superior a 22 trilhões de dólares.
A conversa também abordou a recuperação da Organização Mundial do Comércio (OMC) e o fortalecimento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), iniciativas que Lula acredita serem essenciais para impulsionar ainda mais as relações e a potencialidade entre Brasil e Portugal.







