O presidente fez um apelo para que líderes globais busquem mais diálogo e multilateralismo, ressaltando que as soluções devem vir por meio da diplomacia, não da força. Lula lembrou de sua experiência em negociações com o Irã em 2010, onde, ao lado da Turquia, ajudou a elaborar um acordo que visava a não proliferação de armas nucleares. Ele revelou que conseguiu convencer o então presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, sobre a importância de tranquilizar o cenário internacional. No entanto, Lula também criticou a postura dos países ocidentais que, após o acordo, aumentaram os bloqueios ao Irã.
Além disso, o presidente abordou o desbalanceamento entre os gastos em armamentos e as necessidades sociais, alertando que cerca de 630 milhões de pessoas passam fome globalmente enquanto trilhões são investidos em militarização. Lula pontuou a importância de dirigentes mundiais focarem em questões como falta de água potável e educação, instando a formulação de estratégias que beneficiem todos.
O presidente também insistiu na reformulação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, questionando a exclusividade de cinco países com poder de veto e buscando a inclusão de nações como Alemanha, Brasil, Índia e outros. Para ele, a estrutura atual já não reflete a geopolítica contemporânea e é necessária uma renovação para que as decisões não sejam dominadas apenas pelo poder das armas.
Por fim, Lula reafirmou sua oposição a intervenções externas e bloqueios econômicos, defendendo a autodeterminação dos povos e enfatizando a importância do entendimento, da paz e do diálogo entre as nações. Ele reafirmou que crises devem ser solucionadas por meio diplomático, alertando para os perigos de se acreditar que apenas a força prevalecerá nas relações internacionais. Em sua visão, é essencial que o mundo busque construir pontes, não muros.
