Em uma coletiva de imprensa realizada na quinta-feira, 30 de abril, o governador reconheceu que o momento exige menos confrontos e mais parceria com a União. Ele se referiu às críticas que vinha recebendo do presidente, classificando algumas de suas declarações como “bobagens”. Essa troca de farpas se intensificou após o presidente do BNDES, Aloisio Mercadante, ter cobrado a presença de Tarcísio em um evento relacionado ao investimento da fábrica chinesa de trens em Araraquara.
Durante a coletiva, Tarcísio destacou a importância da construção do tão esperado túnel Santos-Guarujá, uma obra que, segundo ele, é aguardada há mais de um século. O governador ressaltou que o governo federal contribuiu com 50% do financiamento para esse projeto. “Vamos trabalhar em cooperação para fazer com que a obra saia. Não é sobre quem é o responsável, mas sobre tornar as obras realidade”, comentou.
Tarcísio enfatizou que São Paulo estaria aberto a qualquer ajuda da União, lembrando que a prioridade deve ser sempre o interesse do cidadão. Essa disposição para o diálogo se contrasta com o clima de disputa que permeia a relação entre governadores e o governo federal. Ele também comentou sobre a entrega de 60 moradias no projeto Parque Palafitas, ressaltando a importância de iniciativas que atendam às necessidades da população.
A celeuma sobre a paternidade das obras ganhou novas dimensões com a nova inserção do pré-candidato Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, que menciona na sua campanha os investimentos necessários para a expansão do metrô. Em meio a esse contexto, a ex-ministra Simone Tebet, que disputa uma vaga no Senado, não hesitou em criticar Tarcísio, chamando-o de “ingrato” por sua postura.
A relação entre Tarcísio de Freitas e o presidente Lula, ainda que tensa, parece encaminhar-se para um cenário onde a colaboração pode prevalecer sobre o conflito, desde que ambos os lados estejam dispostos a priorizar os interesses da população paulista.







