Lula e Peña discutem Itaipu e combate ao crime transnacional em encontro bilateral durante a COP15 em Campo Grande, consolidando laços entre Brasil e Paraguai.

No último domingo, dia 22 de março de 2026, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e seu homólogo paraguaio Santiago Peña se reuniram em um encontro bilateral importante, realizado à margem da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias (COP15), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Este encontro é considerado um marco na diplomacia entre os dois países, marcando a primeira vez que o Brasil sedia uma cúpula deste porte.

Durante a reunião, os líderes discutiram questões cruciais para a relação Brasil-Paraguai, focando na integração comercial no âmbito do Mercosul e em estratégias conjuntas para combater crime transnacional. A Usina de Itaipu, uma das maiores hidrelétricas do mundo e gerida em parceria pelos dois países, também foi um tópico central, especialmente em relação a possíveis revisões de seu tratado fundador.

Ambos os presidentes participaram do segmento presidencial da COP15, onde subscreveram a Declaração do Pantanal, enfatizando compromissos em favor da conservação ambiental na região que também abrange a Bolívia. O ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Fernando Hugo Carrasco, esteve presente, refletindo a importância da colaboração regional.

Durante o discurso na conferência, Lula aproveitou a oportunidade para criticar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), alertando para a omissão do órgão em lidar com questões de soberania e segurança global. O presidente destacou a relação entre a crise ambiental e a instabilidade geopolítica, afirmando que a história da humanidade é marcada por migrações e deslocamentos, uma conexão que ele enfatizou como essencial no debate mais amplo da conferência.

A COP15 iniciará suas atividades oficiais no dia 23 e seguirá até 29 de março, durante a qual o Brasil terá a responsabilidade de presidi-la pelos próximos três anos. Espera-se que mais de 2.000 delegados participem, com objetivo de ampliar signatários da Declaração do Pantanal e lançar iniciativas para pesquisa sobre espécies migratórias, além de priorizar ações em conjunto com a Bolívia e o Paraguai para proteger o Pantanal e combater incêndios transfronteiriços.

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