Realizadas nos dias 12 e 13 de maio, as entrevistas anteriores à publicação das informações sobre conversas entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, indicam uma estabilidade em relação ao levantamento anterior. O senador é mencionado em uma investigação relacionada a um possível esquema de corrupção, onde teria discutido um acordo que envolve R$ 134 milhões para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio, no entanto, defende que suas interações com Vorcaro foram normais e sem implicações ilícitas.
Além da corrida presidencial, a pesquisa também reflete preocupações e sentimentos da população em relação a eventos políticos contemporâneos. Destacam-se a recente derrota do governo federal na indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, o lançamento do programa “Desenrola 2.0” para renegociação de dívidas e o encontro entre Lula e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington.
Em uma análise comparativa, no levantamento anterior, realizado em abril, Lula contava com 39% e Flávio Bolsonaro com 35%, o que colocava ambos em um quadro de empate técnico dentro da margem de erro. Outros candidatos, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, obtiveram 5% e 4%, respectivamente, e os demais não superaram 2%.
Outro ponto relevante abordado pela pesquisa é a taxa de rejeição dos candidatos. Lula e Flávio Bolsonaro lideram novamente, com índices de rejeição de 47% e 43%, respectivamente. Esses números permanecem semelhantes aos de abril, quando registraram 48% e 46%. Os candidatos menos conhecidos apresentam rejeições abaixo de 20%, refletindo o impacto da visibilidade no cenário eleitoral.
O levantamento foi realizado com 2.004 eleitores com mais de 16 anos, abrangendo todas as regiões do Brasil, apresentando um nível de confiança de 95%. Os resultados destacam um panorama significativo à medida que as prévias eleitorais se aproximam e revelam as percepções e preocupações da população em relação às figuras políticas em voga.
