Durante seu discurso, o presidente destacou a crescente ameaça de conteúdos falsificados que podem ser gerados por meio das novas ferramentas de inteligência artificial. Ele sublinhou que esse tipo de manipulação pode ter consequências devastadoras, particularmente em períodos eleitorais, onde a desinformação pode influenciar a opinião pública e, consequentemente, o resultado das eleições.
Além de apontar os perigos, Lula enfatizou a urgência de implementar uma regulamentação eficaz e de estabelecer mecanismos de proteção. Para ele, é imprescindível que a sociedade desenvolva formas de garantir que as inovações tecnológicas sejam utilizadas para o bem comum, visando sempre a preservação dos valores democráticos. O presidente argumentou que, sem uma abordagem proativa, os benefícios da tecnologia podem ser superados pelos riscos associados.
Lula também se uniu a um coro de líderes globais que pedem uma governança mais eficiente e transparente no campo da inteligência artificial. Sua mensagem foi clara: não se pode ignorar o potencial transformador da tecnologia, mas é igualmente fundamental endereçar suas implicações éticas e sociais. O desafio, segundo ele, é encontrar um equilíbrio entre a inovação e a proteção dos direitos fundamentais do cidadão.
Diante desse cenário, o presidente Lula incentiva um debate amplo sobre a regulação da IA, convocando tanto os países desenvolvidos quanto os em desenvolvimento a participar ativamente dessas discussões. Segundo ele, esta é uma questão de urgência global que deve ser tratada com responsabilidade e colaboração entre as nações, a fim de garantir que a tecnologia sirva de aliada na construção de sociedades mais justas e democráticas.
