Lula destaca importância da PEC de segurança e pede apoio internacional contra crime, em meio a tensões globais e desafios internos no Brasil.

Em recente entrevista à TV Record, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou os impactos do conflito internacional, especialmente a ameaça do Irã, afirmando que o governo brasileiro está empenhado em minimizar as consequências para a população. Lula destacou a necessidade de ações que previnam aumentos de preços que afetem diretamente a vida do cidadão comum, como os caminhoneiros e as donas de casa. “Estamos fazendo todo o possível para que a guerra irresponsável do Irã não chegue ao povo”, afirmou, em referência a um cenário de instabilidade global que ainda persiste.

No mesmo contexto, o presidente voltou a ressaltar a urgência de reformulações na segurança pública nacional. Ele mencionou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em tramitação no Congresso Nacional, a qual, segundo ele, poderá redefinir e ampliar as responsabilidades da União no combate ao crime organizado. “O papel do governo federal é restringido ao repasse de recursos, o que é insuficiente diante das necessidades estaduais”, argumentou Lula, enfatizando que a aprovação da PEC é necessário para estabelecer um papel mais claro para agências federais, como a Polícia Federal.

Lula caracterizou o Brasil como estando em uma “guerra contra o crime organizado”, reforçando a urgência de uma atuação mais coordenada e integrada do governo federal. Essa posição reflete a atual necessidade de unir forças entre União, estados e municípios, conforme as propostas em discussão.

Essa estratégia vai ao encontro de um esforço do governo em reforçar sua agenda de segurança pública, temática que se tornou central. Nos bastidores, assessores interpretam essa movimentação como uma resposta às crescentes pressões da oposição, além de representar uma oportunidade de se consolidar uma imagem de enfrentamento ao crime organizado, o que pode ser benéfico em termos eleitorais.

Além da reformulação das estruturas internas, o governo também busca fortalecer a cooperação internacional em investigações. Lula revelou que já solicitou auxílio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a captura de investigados que estão fora do Brasil. Um exemplo discutido foi o do empresário Ricardo Magro, residente em Miami e alvo de investigações por sonegação fiscal. “Queremos essa pessoa no Brasil”, enfatizou Lula, reforçando a necessidade de combater a criminalidade em suas várias formas, inclusive aquelas conectadas a complexas estruturas empresariais.

Enquanto as propostas de mudança no sistema de segurança pública seguem seu trâmite no Congresso, o governo continua sua agenda em Salvador, com foco em obras de mobilidade urbana e habitação, uma parte essencial do mais recente pacote de investimentos sob a banner do Novo PAC. Nesta quinta-feira, Lula visitou obras do VLT e assinou ordens de serviço para intervenções no metrô, somando investimentos significativos para a capital baiana.

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