Lula destaca abertura do Brasil para acordos minerais e defende soberania nacional em Cúpula Brasil–Espanha, reafirmando apoio à autonomia da Venezuela.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou, em discurso recente realizado em Barcelona, a disposição do Brasil em estabelecer parcerias estratégicas focadas na exploração de minerais críticos com diversas nações interessadas. Durante sua estadia na Espanha, Lula selou um acordo em parceria sobre terras raras com o primeiro-ministro Pedro Sánchez, sublinhando a importância de fortalecer as relações bilaterais.

Em uma coletiva de imprensa, o presidente foi questionado sobre as potenciais colaborações com países diversos, especialmente em resposta à pressão dos Estados Unidos por maior exploração mineral em regiões como a Ucrânia. Lula enfatizou que a prioridade de seu governo é garantir a soberania brasileira em setores estratégicos, reafirmando que a riqueza mineral do país não pode ser monopolizada por interesses estrangeiros.

“Estamos abertos a parcerias com aqueles que desejam colaborar, transferir tecnologia e contribuir para o desenvolvimento do Brasil. No entanto, é imprescindível que ninguém no nosso país se considere proprietário de nossos recursos naturais”, destacou Lula.

A visita do presidente à Espanha, parte da primeira Cúpula Brasil–Espanha, representa um esforço significativo para consolidar laços entre os dois países. Durante o evento, acordos foram firmados em diversas áreas, incluindo minerais críticos, combate à violência de gênero e segurança, demonstrando um compromisso mútuo com a cooperação em diversas frentes.

Lula chegou a Barcelona na noite anterior ao evento e, após sua passagem pela Espanha, a comitiva brasileira seguirá para a Alemanha e Portugal, com retorno programado para a próxima terça-feira. Na mesma noite da coletiva, o presidente participou de um jantar promovido pelo governo espanhol, reunindo líderes de várias nações no Museu Nacional de Arte da Catalunha.

Em outro tema abordado, Lula se manifestou sobre a situação política na Venezuela, defendendo a soberania do país em gerir suas questões internas sem a interferência de potências externas. Em resposta a protestos de sindicalistas que exigem novas eleições, Lula afirmou que o futuro da Venezuela deve ser decidido pelos próprios venezuelanos. “Desejo que o país possa se reerguer sem a tutela de outros”, concluiu.

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