A declaração de Lula veio em resposta à sugestão do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de que o governo norte-americano poderia considerar aplicar sanções a Moraes com base na Lei Magnitsky, a qual permite a punição de autoridades estrangeiras por violação de direitos humanos. O presidente brasileiro manifestou seu descontentamento, questionando por que os EUA se sentiriam no direito de criticar as decisões judiciais brasileiras, omitindo as inúmeras atrocidades cometidas por seu próprio governo.
Nos últimos meses, a presença do deputado Eduardo Bolsonaro em Washington, onde ele tem buscado apoio para criticar Moraes, intensificou as tensões. A narrativa de oposição sugere que o ministro atenta contra a liberdade de expressão nas redes sociais. Enquanto isso, o governo brasileiro estuda a maneira de responder a essa provocação, com membros do Planalto pedindo uma posicionamento oficial do Ministério das Relações Exteriores.
Além das questões envolvendo Moraes, Lula também se voltou contra as políticas do presidente americano Donald Trump, denunciando sua postura unilateral em relação ao sistema internacional. O presidente brasileiro enfatizou a importância do multilateralismo e criticou a tentativa de Trump em acabar com acordos globais. Para Lula, o fortalecimento de instituições como a ONU e a Organização Mundial do Comércio (OMC) é vital para garantir um comércio justo e equitativo entre nações.
Ele ressaltou que a soberania do Brasil deve ser respeitada e que o país não deve interferir nos assuntos de outros, assim como jamais deve permitir que outros interfiram nos seus. A intervenção dos EUA e a retórica de Trump foram interpretadas por Lula como tentativas de retomar práticas de um passado de polarização que o mundo já deveria ter superado.





