Lula denuncia ataques de potências à ONU e alerta para riscos à paz global com uso crescente da força nas disputas internacionais.

Em um pronunciamento contundente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou suas preocupações em relação aos desafios que a Organização das Nações Unidas (ONU) e seu Conselho de Segurança enfrentam diante de frequentes ataques promovidos por grandes potências. Para Lula, esses ataques comprometem a credibilidade e a eficácia da ONU, uma instituição que deveria, em tese, ser um bastião da paz e da diplomacia global.

Lula observou que a adoção do uso da força como método comum para resolver disputas internacionais não é apenas preocupante, mas se configura como uma séria ameaça à manutenção da paz e da segurança em todo o mundo. Em um cenário em que a força militar está se tornando a norma à frente do diálogo e da negociação, a estabilidade global se torna uma miragem.

Além disso, o presidente brasileiro criticou veementemente a maneira como as normas internacionais têm sido aplicadas de maneira seletiva. Ele argumentou que essa falta de uniformidade nas regras internacionais gera um vácuo de ordem, o que se traduz em um estado de anomia — um fenômeno em que a ausência de normas claras leva ao enfraquecimento não apenas de nações isoladamente, mas do sistema internacional como um todo. Esta anomia, segundo Lula, prejudica a previsibilidade e a confiança nas relações entre os Estados, essencial para a construção de uma comunidade global coesa.

A fala do presidente reflete uma preocupação crescente sobre o papel da ONU em um mundo multipolar, onde interesses nacionais muitas vezes sobrepujam compromissos coletivos. Lula enfatiza que, se a comunidade internacional não conseguir restaurar a credibilidade das instituições globais e garantir a equidade na aplicação das normas, corremos o risco de exacerbar conflitos e dar espaço a um mundo mais caótico e dividido.

Portanto, a mensagem de Lula serve como um apelo por um reforço do multilateralismo e da responsabilidade coletiva, defendendo que todos os países, independentemente de seu poderio econômico ou militar, devem se comprometer com o fortalecimento das instituições que buscam promover a paz e a cooperação entre os povos.

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