Lula destacou que é fundamental que países como Brasil, Índia e Austrália se unam para fortalecer suas negociações em um cenário adverso. A experiência passada, marcada por 500 anos de colonialismo e dependência tecnológica, revela a necessidade de estreitar laços e formar parcerias com nações que compartilhem desafios e objetivos semelhantes. O presidente acredita que, com essa união, os países em desenvolvimento podem efetivamente remodelar as dinâmicas econômicas internacionais.
No contexto do Brics, Lula ressaltou que o bloco tem proporcionado avanços significativos na construção de uma nova lógica econômica global. Ele mencionou a criação de um banco para fomentar o desenvolvimento dos países membros, promovendo uma agenda que busca maior autonomia frente às potências estabelecidas. Embora tenha abordado a inquietação dos Estados Unidos em relação ao bloco, Lula enfatizou que seu objetivo não é gerar tensões, mas sim fortalecer o Brics e integrá-lo a outras instâncias, como o G20.
Ademais, o presidente defendeu a revitalização da ONU, por considerar que a organização é crucial para a manutenção da paz e da segurança global. Lula frisou a importância de um sistema multilateral que represente de maneira equitativa os interesses de todos os países, ressaltando a necessidade de evitar intervenções unilaterais que possam desestabilizar nações.
As relações entre Brasil e Estados Unidos também foram um tema abordado, com Lula manifestando otimismo ao afirmar que parcerias respeitosas poderiam surgir na luta contra o narcotráfico e outras formas de crime organizado. Ele afirmou que as demandas para uma colaboração mais intensa nesse campo são urgentes e que o Brasil está pronto para assumir um papel ativo nesse enfrentamento.
Lula também se reuniu com autoridades indiana, destacando a forte relação comercial entre os dois países. A receptividade dos empresários indianos em ampliar investimentos no Brasil foi um ponto positivo em sua visita. O presidente reiterou a disposição do Brasil em explorar suas riquezas minerais, contanto que essa exploração traga benefícios diretos para o país.
Após sua estada na Índia, Lula chegou à Coreia do Sul, onde estabeleceu a agenda para um relacionamento mais estratégico, com a assinatura do Plano de Ação Trienal 2026-2029. A visita representa um passo importante na busca por parcerias que fomentem o desenvolvimento econômico e fortaleçam os vínculos entre as nações. Esta viagem à Ásia, a quarta ao subcontinente indiano e a terceira à Coreia do Sul, demonstra o empenho do governo brasileiro em se inserir ativamente no cenário global e em construir um futuro mais colaborativo entre países em desenvolvimento.







