Lula discursou na cerimônia de abertura da Hannover Messe, a maior feira industrial do mundo, que tem o Brasil como país-destaque neste ano e ocorrerá até o dia 26 de abril. Em sua apresentação, o presidente brasileiro enfatizou que “o convite do Brasil para a feira de Hannover consolida a posição do país como parceiro confiável em um mundo de instabilidade e incerteza”. Além disso, Lula fez críticas contundentes aos conflitos no Irã e à política internacional adotada durante a administração de Donald Trump, ressaltando a necessidade de um novo diálogo global.
Demonstrando sua preocupação com a dinâmica da cena comercial internacional, Lula também comentou sobre a ineficácia da Organização Mundial do Comércio (OMC), pedindo reformas que garantam a inclusão dos interesses do Sul Global. “É essencial que a OMC incorpore efetivamente as demandas dos países em desenvolvimento para que os arranjos multilaterais se tornem legítimos e relevantes”, disse.
O acordo entre o Mercosul e a UE, que começará a vigorar parcialmente em 1º de maio, foi exaltado por Lula, que observou que ele poderá criar um mercado robusto com quase 720 milhões de pessoas e um PIB combinado de US$ 22 trilhões. O presidente acredita que mais negociações e investimentos gerarão novos empregos e oportunidades, além de fortalecer a estabilidade das cadeias produtivas.
Destacando a importância do reconhecimento da matriz energética brasileira, Lula argumentou que as barreiras impostas ao biocombustível são não apenas prejudiciais, mas também contraproducentes em termos ambientais e energéticos, citando os choques do petróleo de 1970 como um alerta sobre os perigos da dependência de combustíveis fósseis.
Durante sua viagem à Europa, Lula também se encontrou de maneira privada com Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, e planeja participar novamente da Feira de Hannover nesta segunda-feira (21), seguindo na terça (22) para Lisboa.
