Lula defende soberania nacional em evento na Casa da Moeda e critica uso de inteligência artificial e fake news antes das eleições de 2026.

Em um evento realizado na Casa da Moeda do Brasil, no Rio de Janeiro, o presidente Lula destacou a importância da produção nacional, enfatizando que a confecção do dinheiro deve ser uma atividade inteiramente brasileira. “Utilizar papel brasileiro, tinta, tudo feito por trabalhadores brasileiros é um símbolo da nossa soberania”, afirmou. O presidente argumentou que o dinheiro de um país deve ser produzido internamente, definindo esse processo como algo “sagrado”. Essa declaração ressoou com o público, refletindo uma preocupação mais ampla com a autonomia econômica e a valorização do trabalho local.

Durante a cerimônia, também foi lançada uma medalha comemorativa que celebra o piso nacional do salário, um reconhecimento das lutas trabalhistas e da importância de garantir um mínimo de dignidade para os trabalhadores brasileiros. Lula expressou seu orgulho por ter conseguido manter a Casa da Moeda sob controle estatal, evitando sua privatização. Para ele, isso representa não apenas uma conquista econômica, mas também um símbolo da resistência contra tendências que visam à desestatização de setores considerados estratégicos para a soberania nacional.

Além dos aspectos econômicos, o presidente abordou temas contemporâneos que preocupam a sociedade, como a ascensão da inteligência artificial. Ele expressou suas preocupações com a forma como essa tecnologia pode impactar as relações humanas e a disseminação de fake news, especialmente com a proximidade das eleições de 2026. Lula salientou a necessidade de uma discussão crítica sobre o papel da tecnologia em nossa vida cotidiana, alertando para os riscos que a desinformação pode gerar num cenário político já vulnerável.

O evento, portanto, mesclou simbologias de soberania nacional com a urgência de um debate ético sobre as novas tecnologias e seu impacto na sociedade, colocando em evidência a visão do governo em relação ao futuro do Brasil em um mundo em rápida transformação. A mensagem do presidente parece clara: a autonomia deve andar lado a lado com a responsabilidade, tanto nas questões econômicas quanto na era digital.

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